Arquivo da categoria: 2.ª Sessão

Palestra do Dr. Paulo Morgado da U.A.

Uma vez mais os maiores agradecimentos pela disponibilidade e conhecimentos partilhados de uma forma tão agradável e entusiástica. Tanto quanto pela partilha dos documentos que aqui facultamos para consulta e trabalho.

Abração! 😉 (Cristina e Leonel)

 

Além do material apresentado e explorado na sessão de trabalho seguem alguns artigos com interesse:

– um artigo que saiu na revista “Nona Arte” da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, sobre as relações entre o açúcar, a cerâmica o Mosteiro de Jesus de Aveiro, a arte e os ovos moles;
– o artigo que integrou a Monografia de Aveiro, que saiu quando se comemorou os 250 anos da elevação da cidade e os 1050 anos da primeira referência escrita;
– um artigo sobre a cerâmica do açúcar produzida no centro oleiro de Aveiro no início da época moderna (séc. XV/XVII), que saiu na publicação “Velhos e Novos Mundos, estudos de arqueologia moderna”

 

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Evolução da linha de costa na zona de Aveiro

A linha de costa não é fixa, antes variando por causas naturais e provocadas pelo Homem. A ria de Aveiro é um bom exemplo dessa instabilidade. Antes da formação da ria a costa nesta região era rochosa, formando uma grande reentrância que se estendia de Espinho ao Cabo Mondego, e o mar banhava localidades que hoje estão dele afastadas quilómetros, como Ovar, Aveiro ou Ílhavo. Durante o último milénio, as correntes marinhas litorais, de sentido Norte-Sul, foram enchendo essa reentrância com sedimentos, formando uma grande língua arenosa de Espinho para Sul e outra, de Sul para Norte, enraizada no Cabo Mondego. Entre estas duas flechas de areia abria-se, naturalmente, uma saída das águas para o mar, de localização variável, e de tal modo assoreada que dificultava o acesso ao porto e estava a trazer a miséria a Aveiro; por ordem do Príncipe Regente D. João, em 1802, a actual barra de Aveiro seria aberta, e fixada artificialmente em 1808 pelo coronel Reinaldo Oudinot e pelo capitão Luís Gomes de Carvalho. Hoje, a ria ocupa 1.100 Km2, mais de metade cobertos por água, e o restante ocupado por sapais, caniçais e marinhas de sal.

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Artigos sugeridos:
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No trilho do sal: Valorização da história da exploração das salinas no âmbito da gestão costeira da laguna de Aveiro *
Da página 27 à 45

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Um excerto curioso:

Outra informação importante é aquela que nos é transmitida por um documento de
1095, respeitante a Ribas Altas (Ílhavo). Aí se descreve com precisão que Ribas Altas tinha a ocidente a praia, no litoral 24. Note-se que o documento indica explicitamente “in ripa maris”
(no litoral) e não “prope litus mare” Uunto à orla marítima), o que nos permite fazer passar o
desenho da linha de costa por Ílhavo, em finais do séc. XI e inícios do séc. XII.”

Vista aérea da praia da Costa Nova em 1935 (partilhada pela Tribo do Sol)

Vista aérea da praia da Costa Nova em 1935 tribo do sol

SIMULADOR:

http://calculatedearth.com/index.php?4800×1200

Previsões:

2010-2040 Cortegaça Furadouro

2010-2040- Vag-Areão

Linha de costa antiga a descoberto após tempestades de 2014 (Inglaterra)

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“As violentas tempestades removeram sedimentos de praias do Reino Unido revelando florestas pré-históricas.

São tocos de carvalhos, faias e pinheiros datando de há 6.000-4.000 anos, que os cientistas têm agora a oportunidade de estudar antes que voltem a submergidos por areia nos próximos meses.

As florestas ancestrais localizam-se em Mount Bay, na costa da Cornualha, e entre Borth e Ynyslas no litoral do País de Gales, e remontam a uma época anterior à subida do nível do mar, que causou o seu desaparecimento debaixo de camadas de turfa, areia e água salgada, revela o The Guardian.

Os cientistas já sabiam da existência destas florestas que viram a luz pela primeira vez em 40 anos, indica por seu lado o The Telegraph, mas só agora foi possível determinar a sua idade através da medição do carbono radioactivo.

A “emersão” deste tipo de relíquias não é fenómeno novo, ocorrendo como resultado da erosão da costa causada por grandes temporais.”

Fotos: LNP/Keith Morris/LNP

Fontes: 
http://naturlink.sapo.pt
http://www.theguardian.com
http://www.telegraph.co.uk

Artigo em:  http://beachcam.sapo.pt/noticias/tempestades-revelam-florestas-pre-historicas-nas-praias/